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RIO DE SEMPRE
dezembro 7, 11

Rio de Sempre pede socorro a Epicuro e a Selminha
“Quem é jovem não espere para fazer filosofia; quem é velho não se canse disso. A saúde da alma não é privilégio dos jovens ou dos mais velhos. Quem diz que ainda não é hora de fazer filosofia, ou que a hora já passou, parece com quem diz, em relação à felicidade, que ainda não é hora dela. O jovem como o velho devem fazer filosofia; um para que, embora envelhecendo, permaneça sempre jovem de bem por causa do passado, o outro para que se sinta jovem e velho ao mesmo tempo, para que não tema o futuro”. Da carta de Epicuro para Menelau.
É como me sinto ocupando esse espaço oferecido pela Selminha: feliz. Venho do blog da minha amiga e musa Maria Helena, onde todas as quartas-feiras escrevia uma coluna sobre coisas da nossa cidade, o Rio de Sempre. Cheguei agora nesse novo espaço.
Não vamos falar de filosofia, mas vamos entender que vivemos momentos de felicidade. Vamos procurar vitaminar nossas almas como nos ensinaram nossos filósofos. E espero que a receita seja boa para os leitores do blog da Selminha.
Rio de Sempre é um momento da memória, às vezes, tão esquecida, e de lembrar quem passou pela nossa cidade e nos deixou um legado de coisas boas.
Assim fizeram alguns de nossos compositores cariocas, como o Braguinha que veste sua Chiquita Bacana de existencialista, só para fazer o que o coração manda, ou o Monsueto que canta e nos encanta dizendo: “Mora na filosofia pra que rimar amor e dor”. E ainda, o grande Noel, com seu samba “Filosofia”: “… A filosofia hoje me auxilia a viver indiferente assim. Nesta prontidão sem fim vou fingindo que sou rico pra ninguém zombar de mim…”
Esse é o Rio de Sempre, sempre pedindo socorro aos nossos poetas, escritores, artistas, imperadores, boêmios, cronistas e por que não às nossas ruas, praças e festas que tanto contribuíram com suas histórias para o espírito dessa coisa de ser carioca.
“É preciso, portanto, ocupar-se de tudo o que leva à felicidade, se é fato que quando ela está conosco, possuímos tudo, e que, quando não está conosco, fazemos de tudo para obtê-la” foi como Epicuro finalizou sua carta para Menelau.

