Sobre Selma
Fui menina em Niterói (RJ), cidade à beira-mar plantada.
Desde sempre fascinou-me a palavra, a redação a partir daquelas imensas e coloridas gravuras postadas à frente da classe ( ainda as guardo, todas, na retina e na memória), a leitura do texto pronto em voz alta…
Moleca ainda, mal chegavam as visitas, vestia correndo a bailarina e recitava poesias. A bem da verdade, algumas visitas nunca mais voltavam, mas eu ficava em estado de graça…
Formei-me em Jornalismo e Relações Públicas pela PUC/RJ e UnB/DF.
Porém, seguindo um pensamento de Confúcio, escolhi um trabalho que amasse. E não precisei trabalhar um só dia de minha vida.
Sim, exerci o magistério por mais de 25 anos. Por puro prazer, de forma apaixonada, respirando poesia porque lidei com crianças, criaturas poéticas em sua essência, viajando e acreditando na força encantatória e transformadora da palavra.
Em 2004, fui agraciada com o 1º lugar no Concurso de Redação para Professores da Academia Brasileira de Letras e do jornal Folha Dirigida. Apaixonei-me pelo tema - “Por que Poesia em tempos de indigência?”- sugerido pelo poeta Ivan Junqueira, então Presidente da ABL.
Atualmente, enquanto aguardo os netos que me darão meus dois filhos, seres adoráveis, tão diversos quanto únicos, escrevo crônicas, ensaios , poemas, pinto quadros e agora inicio nova forma de comunicação através do blog.
Com ele iremos partilhar memórias, experiências, reflexões. Iremos soltar amarras, romper margens, dissipar sombras e conduzir barcos até onde a EDUCAÇÃO, plasmada em novo código genético, há de diluir indigências e tecer mais luminosas manhãs.
Vem comigo?


