Salve!

[...]
Mas salve, olhar de alegria!
E salve, dia que surge!
Os corpos saltam do sono,
o mundo se recompõe.
Que gozo na bicicleta!
Existir: seja como for.
A fraterna entrega do pão.
Amar: mesmo nas canções.
De novo andar: as distâncias,
as cores, posse das ruas.
Tudo que à noite perdemos
se nos confia outra vez.
Obrigado, coisas fiéis!
Saber que ainda há florestas,
sinos, palavras; que a terra
prossegue seu giro, e o tempo
não murchou; não nos diluímos.
Chupar o gosto do dia!
Clara manhã, obrigado,
o essencial é viver!
(Carlos Drummond de Andrade)


fevereiro 25, 12 às 11:51 am
“Mas salve, olhar de alegria” é a sua cara, Selma. Astral nota 10, com a colaboração dessa Itacoatiara toda aí. Vai dizer que tô errado.
Abs.
fevereiro 25, 12 às 2:23 pm
Que local fantástico! Eu não pediria mais nada! Mentira, queria um livro com muitos poemas de Drummond.
Bjoca e bom fim de semana, Selma.
fevereiro 25, 12 às 6:32 pm
- Belíssima ode ao amanhecer de um dia feliz contemplado com o olhar de alegria das pessoas apaixonadas.
fevereiro 25, 12 às 6:58 pm
- A sensibilidade da nossa Selma a torna imbatível em ilustrar suas matérias. Nesta, nos envolve na atmosfera dos versos e nos põe dentro deles.
fevereiro 27, 12 às 2:05 am
Essa poesia do CDA nos remete a tantas outras do poeta.Linda!!! Se fosse escolher um verso escolheria a que a Maresia citou e me somo ao comentário primeiro do Malato. Uma coisa não entendi, desculpe, a foto…uma cadeira vazia.???
“E salve, o dia que surge!….”
fevereiro 27, 12 às 12:00 pm
Paulinho, esqueceu que era você ali na cadeira? Que interrompeu a leitura para buscar mais gelo para a redentora Perrier da manhã?
Cada um de nós está ali…
Beijocas!
fevereiro 27, 12 às 5:21 pm
Atrasado com o blog. Belíssima foto. Onde se passa?
RR