Brasil Maravilha
dezembro 6, 11
Quantas laudas cabem nesta charge genial do NANI…

dezembro 6, 11
Hoje, a partir das 19h, na Livraria da Travessa de Ipanema, Mauro Ventura, um querido, lança seu livro -- “O espetáculo mais triste da Terra -- O incêndio do Gran Circo Norte-Americano” .

Para compor a história desse trauma de minha Niterói, Mauro entrevistou 150 sobreviventes e testemunhas. Entre os casos ligados ao incêndio, estão o surgimento do Profeta Gentileza, figura mítica do Rio, e o desenvolvimento da cirurgia plástica brasileira, sob o comando de um jovem e abnegado socorrista da tragédia, um certo Ivo Pitanguy.
Onde eu estava na hora? Festinha de encerramento do ano escolar. Era dezembro. Absolutamente apavorada com o alvoroço dos adultos, agarrei-me à saia da mãe. Só ouvia: “O circo está pegando fogo!”. E -- antes que a ficha caísse, claro -- a piada recorrente: “Então o palhaço é bom mesmo!”. Entre as mais de 500 vítimas fatais, primos, tios e amigos da família.
Hoje, em seu blog, já se preparando para as ciladas da memória em noites de lançamento, Maurinho postou a seguinte delícia:
“Nunca fiz noite de autógrafos, mas sei que vai ser um drama. Nem tanto pelo polegar direito, que está com estiramento no ligamento. É que tenho uma memória péssima, a ponto de esquecer o nome de parentes. Um colega entende meu caso e diz que não lembrava do nome de uma tia. Na hora de autografar, pediu licença para ir ao banheiro, ligou para a mãe que estava perto e perguntou. Foi a salvação. E nem adianta recorrer ao “em nome de quem eu escrevo?”. Periga a pessoa responder: “No meu mesmo.”
Também não resolve perguntar “como é a grafia do seu nome todo?”. Arrisca-se a ouvir: “Com H.” Ou então falar: “Você prefere que eu escreva seu nome todo?”. A pessoa pode dizer simplesmente: “Prefiro.” A questão é tão séria que sei de casos em que a pessoa esqueceu o próprio nome. Na hora do “com um abraço do”, ela travou.
Em geral, as livrarias colam uma etiqueta com o nome, mas tem sempre alguém que diz: “Não precisa botar, não, que ele sabe meu nome.” Sem contar os que já chegam com o livro comprado antes.
Um amigo certa vez se viu diante de seu maior cliente, principal acionista privado da Vale do Rio Doce. Cadê que se lembrava? Botou: “Ao casal que mais amo na minha vida.” Amava tanto que havia esquecido os nomes. Em outro caso, em que um homem se recusou a pôr o nome, ele escreveu: “Ao grande filho da puta, um beijo.”
_ O cara ficou lisonjeado -- diz meu amigo. _ Deve ter pensado: “Isso é que é intimidade. Olha como ele gosta de mim. Não é com todo mundo que ele pode ser íntimo assim.”
João Ubaldo conta numa crônica do dia em que, já desesperado diante de um senhor que lhe estendia o livro aberto esperando a dedicatória, levantou-se e foi apelar para um colega na fila:
_ Pelo amor de Deus, me ajude, me deu um branco, não consigo lembrar do nome daquele ali.
_ Não se aflija, isso acontece -- tornou o outro. _ Lapsos como esse são comuns em noites de autógrafo. A gente é capaz de esquecer o nome de todo mundo, até do próprio pai.
Ubaldo confirmou, nervoso:
_ Isso mesmo! Aquele ali é o meu pai! Como é mesmo o nome dele?
Entendo perfeitamente a situação, quem me conhece sabe que eu seria capaz do mesmo. Por isso, peço paciência aos queridos amigos de quem vou esquecer o nome. Verissimo tem uma fórmula: em qualquer circunstância, ele só bota: “Um abraço”, e assina. Mas isso é para quem pode.”
Sucesso, Maurinho! Que lhe ocorram poucos (ou muitos?) esquecimentos!
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dezembro 6, 11
Quantas laudas cabem nesta charge genial do NANI…

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dezembro 5, 11

De Bandeira para Braga (com um desenho a lápis da Baía de Guanabara, a partir da visão de quem se coloca na subida de Santa Teresa):
“O Bandeira participa que se mudou para o apartamento 806 do mesmo Edifício São Miguel, Av. Beira-Mar 406. Comunica outrossim que, invocado pela beleza da paisagem que descortina de seu novo apartamento, passa a chamar-se agora -- seu criado e admirador,
Lindomar Boavista, Rio, 1953”
De Vinicius para Braga (1946):
“A meu amigo Rubem Braga/Digam que vou, que vamos bem: só não tenho é coragem de escrever/Digam-lhe que é verão no Rio/ E apesar de hoje estar chovendo, amanhã certamente o céu se abrirá de azul/ Sobre as meninas de maiô./ Oh, digam a ele, digam a ele, a meu amigo Rubem Braga/Correspondente de guerra, 250, FEB, atualmente em algum lugar da Itália/ Que ainda há auroras apesar de tudo, e o esporro das cigarras/Na claridade matinal. Digam-lhe que tem havido/ Poucos crimes passionais em proporção ao grande número de paixões/ À solta./ Digam, oh, digam/ A meu amigo Rubem Braga que é pena estar chovendo aqui/ Neste dia tão cheio de memórias. Mas/Que beberemos à sua saúde, e ele há de estar entre nós/ O bravo Capitão Braga, seguramente o maior cronista do Brasil/ E brindaremos à sua figura única, à sua poesia única…/ Para que lá, entre as velhas paredes renascentes e os doces montes cônicos de feno,/Ele seja feliz também, e forte, e se lembre com saudades/ Do Rio, de nós todos e ai! de mim.”
Do Braga para amigos, em dia de final de Copa do Mundo (1962):
“No meio do segundo tempo, o Sol, descendo entre montanhas, já quase sem ângulo para chutar, ainda mandava um pouco de luz às ondas verdes e espumas brancas. Ipanema estava linda e as ilhas brilhavam na tarde macia. E quando terminou a partida e houve a grande explosão de gritos e saltos e buzinas e foguetes -- Brasil! Brasil! -- e todos corremos para as janelas, alguém apontou para o lado do Arpoador, onde se erguia, dourada e imensa, sobre as palmeiras e as ondas, em homenagem de grande gala, no mais solene minuto de silêncio -- a Lua. Ora, direis…”
De Selminha para os queridos do blog:
Amigos, PAULINHO LIMA, um carioca de escrita solar, observações e tiradas geniais, rueiro, festeiro, saudosista e memorialista que não perde a mão nem o ponto do bonde, do bloco, do bar e da poesia, sucesso de público e crítica no recém-encerrado (e já saudoso) blog de Maria Helena Rubinato Rodrigues de Sousa -- a nossa Rubi -- , passa a publicar aqui, a convite, sua deliciosa coluna “RIO DE SEMPRE” (às quartas-feiras).
Bandeira, Vinicius e Braga adorariam conhecer um Paulinho assim… Benza Deus. Depois me contem se o blog não ganhou uma certa luz de maio e um “beijo imenso com o mar cantando Jobim”.
Bem-vindo, Paulinhoooo!
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dezembro 2, 11
EM VENEZA …
(by Cameraphoto Archive)
Virna Lisi, 1958
Gary Cooper, 1955
Claudia Cardinale, 1960
Paul Newman, 1963
EM CANNES…
(by Hulton Archive)
Brigitte Bardot, 1953
Alain Delon, 1958
Grace Kelly, 1955
E a famosa Quem?, 1962
Em alguma estrela de hoje esse charme? Só me ocorrem Cate Blanchett e Clooney…
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dezembro 1, 11
FOREVER TANGO
‘A Evaristo Carriego’
Marcela Durán & Carlos Gavito
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