De encontros
Foi através do adorável Blog da Maria Helena, mestra e amiga que faz a internet “valer o ingresso”, e ainda me dá a honra de incluir este barquinho em suas viagens, que conheci o cronista e poeta Antonio Carlos Augusto Gama.
Imediatamente capturada, lembrei-me de Neruda, à certa altura de “Confesso que vivi”, lamentando que a poesia perdia o seu vínculo com o distante leitor e que era urgente recobrá-lo: “É preciso caminhar na escuridão e se encontrar com o coração do homem, com os olhos da mulher, com os desconhecidos das ruas, dos que a certa hora crepuscular ou em plena noite estrelada precisam nem que seja de um único verso… É preciso perder-se entre os que não conhecemos.”
Pois, grande Pablo. “Perdeu-se” por cá um poeta… Uma estrela binária.
Semeador
Ao cabo da dura semeadura,
o semeador se farta ao poente
contando com as favas da semente
e a virtude percuciente da espera
engendra a vida, esse largo instante,
na aquarela distante do horizonte.
AQUI, poeta e poesia.


outubro 4, 11 às 11:20 pm
gostei muito do conjunto. O gama é crack.sua fala é de quem faz arte com competência. Vou ver o video mais vezes. Seu pai, imagino, é muito bom falando poesia.
outubro 4, 11 às 11:35 pm
Paulinho, no vídeo, é o pai do Antonio, sim.
Belíssimo poeta também, brevemente em post exclusivo. Não perca.
Beijocas!
outubro 5, 11 às 9:28 am
Bom dia Selma.
Quão feliz é o início do dia com uma linda poesia…
Grande abraço,
Adh
outubro 5, 11 às 11:26 am
Concordo com o Paulinho, o Gama é muito, muito bom, tanto com as palavras (não fosse ele magistrado) quanto com a poesia. Conheço uma música antiga que diz: “Inspiração não se aprende no colégio” (…) Não mesmo! A verve poética já nasce nos encantados.
Parabéns, amigo Gama, poesia para não se botar defeito.
outubro 5, 11 às 11:26 am
Poeta Adh, ter vocês aqui no barquinho é um privilégio…
Beijocas!
outubro 5, 11 às 11:29 am
ABC,o Gama é inspiradíssimo… E a constelação familiar? Aguarde.
Beijocas, amigo!
outubro 5, 11 às 1:38 pm
Belo poema. Define com lirismo o espaço entre semear e colher, que atende pelo nome de vida. Por vezes a colheita nos premia, por vezes nos frustra.
E la nave va.
Parabéns ao Antonio Gama.
outubro 5, 11 às 3:33 pm
Selma, quando a correria me permite, circulo pelos seus links sugeridos. Coincidentemente, outro dia me deliciei com o texto do Antonio Gama sobre aquele propaganda da Caixa com Machado de Assis branco. Era um artigo para editorial de grandes jornais.
Agora conheço o poeta. Prazer!
Bj.
outubro 5, 11 às 8:13 pm
Olá minha querida Tia Selma, muito agradável ler o nosso amigo poeta maior Antonio Carlos Augusto, maior felicidade ainda,ver o pai poeta extravazando de amor pelo filho querido. Parabéns amiga, uma bela e merecida homenagem.
forte abraço,
c@urosa
outubro 6, 11 às 9:55 am
Taí uma coisa para a qual não tenho o menor talento: poesia!
Beijos,
Tati
outubro 6, 11 às 10:46 am
Bom dia, Selma. Gostei demais do poeta entre nós. O vídeo de apresentação ficou muito legal também.
Bjim
outubro 6, 11 às 11:36 am
Percuciente, comento sobre a semeadura…
Bravos poeta e poesia, pois:
“Os pedaços de nossos corpo e alma, que
pouparmos ou jogarmos fora na juventude,
nos sobrarão ou farão falta em nossas velhices,
assim como a seara, do bem ou do mal,
que semearmos no trajeto de nossas vidas,
será a silagem que levaremos para a tumba!…”
Delmar Fontoura.
outubro 6, 11 às 1:32 pm
Senhor, poupai os poetas…
Beijocas, Delmar!
outubro 6, 11 às 4:25 pm
Selma!
Há muito venho aguardando a oportunidade de agradecer a condescendência e retribuir a atenção que você expressa a este versejador, que, como humilde aprendiz, sente-se lisonjeado com a deferência da Mestra… Às “palavras” o agradecimento… …ao carinho a retribuição.
Antes de poupá-los, Senhor, poupai os “anjos” que lêem e ouvem os poetas e os versejadores… …minha homenagem a você, Selma, com o poema abaixo:
Navegação à Deriva.
Quem navega à deriva
sabe que há vida além dos mares nos mapas
além das bússolas, astrolábios, diários de bordo
além das lendas dos monstros marinhos, dos mitos
quem navega à deriva
acredita que há nos mares miragens, portos
inesperados, ilhas flutuantes, botes e salva-vidas
água potável, aves voando sobre terra, vertigem
quem navega à deriva
aprende que há mares dentro do mar à vista
profundidade secreta, origem do mundo, poesia
escrita cifrada á espera de quem lhe dê sentido
quem navega à deriva
se perde da costa, do farol na torre, dos olhares
atentos, dos radares, das cartas de navegação
imigra para mares de imprevista dicção.
Marcus Vinicius Quiroga.
Respeitosos Beijos,
Delmar.
outubro 9, 11 às 1:42 pm
Selma, querida amiga, mais uma vez você aprontou comigo! Nem sei o que lhe digo…
Beijocas enrubescidas!
outubro 10, 11 às 10:53 am
Oi, Selminha! Que beleza e que honra conhecer o Antonio Carlos Gama aqui no seu blog!! Poesia de primeira!!! Parabéns pela iniciativa! Beijos.
outubro 10, 11 às 11:28 am
Vaninha, ele é realmente brilhante e inspirado.
O blog dele está linkado ao lado, o “Estrela Binária”.
Beijocas!
dezembro 13, 11 às 9:36 am
[...] e poeta Antonio Carlos Augusto Gama, editor do Estrela Binária, e que já esteve aqui com belo poema e vídeo, volta a nos [...]