Veneno antimonotonia
(foto de Moacir Gomes/1966)
Drummond, Vinicius, Bandeira, Quintana e Paulo Mendes Campos, em casa de Rubem Braga, que hospedava… Pablo Neruda!
Ah, meninos, a glória de ouvi-los assim em tertúlia… Disfarçada de samambaia, copo, cinzeiro… Migalhas de seu pão me interessam há sempre, sabiam?
Sobre o que conversavam, poetas queridos? Sardas da Adalgiza, brancura da Elisa, receita de brotinhos -- douradas maravilhas aos ventos do Arpoador, bundas harmoniosas sobre o caos? Confessavam paixões platônicas e amores mais infinitos que em seus corações coubessem?
Ouso imaginar que, a las tantas, bateu saudade regada a conhaque… E doeram a foto de Itabira, o cajueiro de Itapemirim, o Recife da casa do avô, a Rua dos Cataventos, patriazinhas… Acerto?
Meu reino por esse lero. Em momentos assim, jamais vida noves fora zero.


agosto 8, 10 às 9:32 pm
Neruda de meus amores, Quintana de meus ais, Carlos, mi querido, Manuel…Manuel é meu amor.
Eu também daria tudo por esse lero.
Linda foto!
agosto 8, 10 às 11:52 pm
Seria muito bom ficar escondido atras do banco apenas ouvindo.
Generico
agosto 9, 10 às 11:50 am
A maior concentração de lirismo que já vi. Foto histórica. E o papo deve ter sido algo para virar livro, Selma. Adorei!
Beijos.
agosto 9, 10 às 5:15 pm
Que time de peso!!!
Eu também daria tudo para ouvir esse lero…
agosto 9, 10 às 6:23 pm
Nossa! Que time!!!Meu preferido é Drummond! (até já sonhei que conversava com ele)
E quer saber? não curto Vinícius não….prontofalei!
bjocas Selminha
agosto 9, 10 às 10:14 pm
- Sim, isto é que se pode chamar de uma foto histórica! Que sorte a do fotografo Moacir Gomes ao registrar, placidamente sentada num prosaico banco de jardim, grande parte do melhor da “intelligentsia” nacional de uma época de ouro da nossa intelectualidade. Ao contemplar esses monstros sagrados, assim, como simples mortais, despidos da aura de glória que cerca cada um desses monólitos do espírito, a gente não pode evitar se perguntar:
Nessas ocasiões como eles se comportavam? Falavam de suas obras passadas, presentes e futuras? Estendiam-se sobre elas? Trocavam idéias sobre outros monumentos do intelecto brasileiros e estrangeiros? Eram amigáveis, simples, contavam piadas, riam, falavam de seus amores, de suas famílias, do seu cotidiano, do torrão natal? Ou se mostravam competitivos, pretensiosos, desagradáveis e arrogantes, as personificações da vaidade sem limites?
Bem, para se saber só mesmo fazendo como Selma sugere, virando samambaia, copo, cinzeiro e etc.
agosto 10, 10 às 2:07 pm
Selma, o poema de Drummond que você menciona é o máximo (“A bunda, que engraçada”). Com que leveza o poeta trata do assunto. Coisa de mestre.
Esse encontro não deve ter tido hora para acabar. Maravilha!
Bjim
agosto 15, 10 às 12:14 am
Selma: texto lindo, tudo perfeito a começar do titulo.
E estou gostando cada vez mais dos “prontofalei” da karen.
Vonicius tambem não é dos meus maiores idolos.
Achava bom legal, mas nada tão assim…
Meu marido quase pediu divorcio porque comparei suas poesias a Roberto Carlos. KareN :prontofalei rsrs
agosto 15, 10 às 10:55 pm
Estavam contemplando o “pé de milho” de Rubem Braga… Essa foto é histórica! Nunca imaginei que veria tantos ídolos juntos…
Abç,
Adh