Manda pastar
abril 12, 10
(foto de Darren Schone)
(BBC Brasil)
Dr. Sigmund foi o primeiro a dizer que chorar era “libertador”. Anos de pesquisas adiante relacionaram repressão do choro a transtornos de ansiedade, úlcera e outras mazelas, além de nos revelarem minúcias do tipo mulheres choram quatro vezes mais do que homens ao longo de um ano, sendo que cada episódio de choro feminino dura em média 6 minutos (contra 4 dos homens).
Isto posto, pergunto se a emoção de receber as declarações de amor das fotos acima não teria contrariado estudos e quebrado recordes. Sim, porque dá para chorar muuuuito. No alto, um americano de Minnesota declarou-se à amada com um imenso coração de… estrume. Na sequência, um alemão escreveu “Você quer casar comigo?” com pilhas de… feno.
Pranto convulsivo. Que isso, gente? Estrume e feno? O que foi feito do anel, nem que seja de biscoito da sorte, de pescaria de quermesse? Onde o buquezinho de margaridas colhidas pelo caminho? E ajoelhar-se discretamente, mentira – no meio da multidão – , dizendo palavras mágicas?
Se milionários excêntricos esses noivos, devo concordar com o saudoso playboy Jorginho Guinle: “É muito difícil saber não trabalhar.” Se em busca de fama, conseguiram. De TiaSelma para o mundo.
Cientistas garantem que depois do choro de uma surpresa desagradável, o período de calma que se segue supera em muito o tempo de estresse provocado.
Ainda bem. Dá tempo de escolher melhor o perfume, a comida…




(foto de Peter Marlow)

