À mudança na paisagem
fevereiro 25, 10
Talento para deleite em tarde chuvosa…
CHET BAKER em “Time after time”
fevereiro 27, 10
Se depender da minha paixão e da lente de Cartier-Bresson, Grécia sempre haverá. Ademais, os deuses são por ela.

Publicado em Expressão | 5 Comentários »
fevereiro 25, 10
Talento para deleite em tarde chuvosa…
CHET BAKER em “Time after time”
Publicado em Expressão | 8 Comentários »
fevereiro 25, 10

Aos domingos, quando os sinos tocam
de manhã, o que neles se toca é a manhã,
e todas as manhãs que nessa manhã
se juntam, com os dias da infância que
nunca mais acabavam, as casas da aldeia
de portas abertas para quem passava,
as ruas de terra batida onde as carroças
traziam as coisas do campo, os cães que
corriam atrás delas, uma crença no sol
que parecia ter expulso todas as nuvens
do céu, e a eternidade desses domingos
que ficaram na memória, com o ressoar
dos sinos pelos campos para que todos
soubessem que era domingo, e não havia
domingo sem os sinos tocarem a lembrar,
a cada badalada, que os domingos não
são eternos, e que é preciso viver cada
domingo como se fosse o primeiro, para
que o toque dos sinos não dobre por
quem não sabe que é domingo.
(Nuno Júdice)
A ilustração a giz de Zerramos é de quem sabe de domingos. E de manhãs.
Publicado em Expressão | 9 Comentários »
fevereiro 22, 10

Se você já sabe, favor desconsiderar. Se não, a blogueira informa: a cada 28 anos o calendário é idêntico, ou seja, a folhinha de 1982 serve perfeitamente para 2010. Daí que em nome do desperdício zero, que tal desencavar a peça vintage?
Há até uma organização ambientalista italiana distribuindo calendários daquele ano para incentivar reciclagem e consumo responsável. Suponho seja estoque antigo. Se imprimirem novos para dar força à campanha…
Dê uma procurada no baú. Se lhe foi um ano memorável, a folhinha deve estar lá, misturada com fotos da galera acampando, ticket de show inesquecível, aquela única prova de análise sintática em que você tirou 10… A dos contemporâneos da blogueira deve estar junto a antigos passaportes, chaveiro do primeiro carro O com que nos presenteamos…
Agora, escarafunchando fatos mundiais e locais de 1982, vi que foi ano de ET, de muito Thriller, de governador eleito tendo havido fraude para lhe tirarem a vitória (caso Proconsult) e de Brasil perdendo a Copa do Mundo.
Sei não… Melhor deixar essa folhinha quieta no baú. A gente economiza de outras formas.
P.S.: A Guerra das Malvinas também começou em 82. Eu hein…
Publicado em Expressão | 13 Comentários »
fevereiro 18, 10

Um Paulo Barros da década de 30, pupilo do professor Pardal, bolou criativo alarme para acordar motorista cochilando na direção. Caiu o queixo, a boca abriu… nem dá tempo de babar: ring my bell, ell, ell.
Tudo bem que o equipamento não saiu do papel, ou melhor, das páginas da revista americana Popular Mechanics, quem sabe torpedeado por algum espírito de porco que cochilava com a cabeça para trás.
Mas já pensaram se a engenhoca entra hoje em uso obrigatório como parte de algum kit-sobrevivência do Detran? Do jeito que nos boquiabrimos diante das aberrações e do caos das ruas, avenidas e estradas brasileiras, faça chuva ou faça sol, sucesso o brinquedinho.
Publicado em Expressão | 4 Comentários »
fevereiro 17, 10

(CB)
Observando as mais aterradoras fotos deste carnaval já em cinzas – Paris Hilton caída de quatro no chão, Dilma com a filha de Madonna no colo, Cabral entre elas com sua insuperável cara e língua “baba ovo”, Dilma em versão Galo da Madrugada, Serra no mar com roupa e tudo inaugurando serviços para cadeirantes – escolhi a do Arruda preso, aliás, do paciente, como a ele se referiu o ministro Marco Aurélio.
Gente, esse olhar de rato à espreita, de psicopata entediado segundos antes de dar o bote e arrancar aquele berro da plateia…
Booooo! 2010 promete.
Publicado em Expressão | 6 Comentários »
fevereiro 12, 10
E até 4ª feira!
Publicado em Expressão | 2 Comentários »
fevereiro 11, 10
(novacharges)
“Até 31 de dezembro, a festa é minha. Vou continuar viajando até lá e, a partir da meia-noite, vou desligando os neurônios.” (LULA)
Se com os neurônios ligados, não se lembra de nada… Mas é carnaval e o que ele quer é botar o bloco na rua.
Publicado em Expressão | 8 Comentários »
fevereiro 10, 10
Durante anos, pelas ruas calmas de Itacoatiara, lá vinha o carro de som lembrando que o melhor carnaval do mundo era o do clube aqui do bairro. A música de fundo? Invariavelmente “Bandeira branca, amor…”. Baixava a voz do anúncio, subia a da estrela Dalva: “Pela saudade que me invade, eu peço paz…”.
Pronto. Era a senha para sair à cata de cocares, o máximo com que meus meninos me permitiam fantasiá-los. Indiozinhos aculturados, bermuda de surf, sandálias… O maridão, na “folia pagã”, só movia as sobrancelhas e os indicadores pra cima. E ainda hoje. So british.
Diante de família tão contagiantemente carnavalesca, a mim, que sempre curti o “tríduo momesco” e suas fantasias (em moleca, a mãe confeccionava uma para cada dia), só me restava variar a flor dos cabelos, o colar de havaiana e bora pro clube.
Matinê rolando, salão lotado, os meninos felizes apanhando confete e serpentina pelo chão, cadê eu? Ora, tomando conta deles (álibi perfeito para mães folionas) e seguindo o fluxo. Tanto riso, ó quanta alegria, não posso ficar nem mais um minuto com você, mas que calor, ô,ô, ô… De vez em quando um samba-enredo fazia baixar a cabrocha de requebros febris. Tem cura não.
Ano qualquer, resolvi que o carnaval não ia ser igual àquele que passou. Cismei de me fantasiar de clóvis. Segredo absoluto. Zoaria nossa turma de amigos e, de quebra, tentaria acabar com o medo que os meninos tinham de mascarado, dizendo: _ É a mamãe!
Pedi que o marido fosse na frente com as crianças. Chegava já. Vesti o palhaço rapidinho, aquela gola linda, as luvas e – tchun! – a máscara com cabelos cor de fogo espetados.
Suando em bicas, adentrei o clube. Vi onde a galera estava reunida. Com a voz modificada e naturalmente abafada pela máscara, cutuquei um daqui, mexi com outro dali… Até que resolvi sentar no colo do maridão para continuar a brincadeira.
Claro que não o imaginei empurrando a mascarada misteriosa. Mas… gostando? Levando um lero? Mãos já na cintura dela tipo boneca de ventríloquo? Mais um pouco pedia o telefone.
É como dizem por aí “não sabe brincar, não desce pro play!”. Levantei a máscara. Gente, o susto da criatura, a cara de “foi mal”… Poucas vezes vi uma expressão de desespero tão de perto.
Por uns bons dias, o carro de som foi um homem ao vivo cantando, assoviando, declamando pelos corredores da casa “Bandeira branca, amor, não posso mais…”. Perdoei-o.
Evoé, Momo!
Publicado em Expressão | 12 Comentários »
Copyright © 2010 - Selma Couri Barcellos | Entries (RSS) | Comments (RSS)
Proudly powered by Wordpress & brought by MATTERmídia marketing digital
