A arquitetura da poesia
Vida é bricolagem mesmo. Juntamos as peças sem saber no que vai dar. Mas quando dá em poesia…
BRICOLAGEM
Num pedaço do espaço
a tampa da estampa
compõe um compasso.
Da palha, palhaço,
da roça, carroça,
do osso, caroço!
Na espera do espelho,
a jóia, o joelho
e o mesmo mormaço.
Do chá, a chaleira,
em cada cadeira
um amor-tecedor!
Da teia à cadeia
que prende e aprende
na rede ao redor.
E o sol é somente
aquele aquecedor…
Os pés, as pessoas,
o bem e as boas,
a paz – pasmaceira…
Inquieta quietude,
ato – atitude -
na doença e na dor.
Por fim, finalmente,
a letra, a palavra,
o tempo do tema
num terno poema,
eterno, de amor.
(Adhemar – São Paulo, 11/07/2009)
O poeta está nos links do coração. Passem lá.



janeiro 26, 10 às 2:27 pm
Tia Selma querida, eu já tinha passeado pelo blog desse poeta sempre inspirado.
Amei sua introdução, a foto (lindaaaaa) e esse poema dele em particular. Me lembrou uma brincadeira que a gente fazia com as palavras.
Beijosssssss.
janeiro 26, 10 às 4:15 pm
Bonito poema e bonita foto!
Zerramos
janeiro 26, 10 às 5:51 pm
Também apreciei o poema do Adhemar. De uma simplicidade tocante.
Abs.
janeiro 27, 10 às 8:24 am
Olá…
Agora fiquei encabulado e, literalmente, sem palavras! Grato pelo carinho.
Adh
janeiro 27, 10 às 11:25 pm
Oi, minha amiga. Li e reli esse belo poema que vai bricolando até chegar na força da palavra e no AMOR. Se lermos o poema de trás para frente, ambos – palavra e Amor – são também o começo de tudo.
BEIJOS.
janeiro 28, 10 às 4:03 pm
Selma, estou sem tempo de bloguear todo dia. Eis que retorno e me encanto com esse poema e essa foto de paz.Beleza!
Beijos!
janeiro 29, 10 às 12:22 am
Olá minha querida Selma Barcellos, o amigo poeta Adhemar e 10, estou sempre por lá. Bela escolha.
Paz, harmonia e muita inspiração,
forte abraço
CAurosa