O que meu mestre mandar…
Fui ter com ele, tarde dessas. Conversa vai, conversa vem, disse-me para não desistir da poesia. Obedeci.
LISBOA
Que melancolia é essa
Na Lisboa em que me encontro
Como se naus inda partissem
Do velho cais, d’algum ponto.
E essa névoa que insiste
Em adormecer a paisagem.
Onde os reis, descobridores
Fidalgos, navegadores
Poetas e trovadores?
Eis que subo a colina
- a mais alta dentre elas-
E num clarão, num lampejo
Vislumbro todos, afinal:
São manto por sobre o Tejo
A guardar, como encantados,
A bela senhora dos mares.
Mulher que recende a alecrim
E sabe a cravo encarnado.
(Lisboa – outono/2009)
À Mateso, Cristina e Ana Paula, queridas escritoras lusas…



dezembro 15, 09 às 11:35 am
Para tudoooo! Além da saudade de ler seus posts, essa maravilha de poesia?
Tia Selma, eu me orgulho de ter sido sua aluna cada dia mais, sabia?
Beijosssssss
dezembro 15, 09 às 12:44 pm
Bela poesia, cara Selma. Vontade de rever Lisboa.
Abs
dezembro 15, 09 às 1:17 pm
Oh, já estou a receber os meus presentes de Natal! E não digam que não é ser sortuda, ai é,é,é.. e logo com uns versos tão saborosos de lindos.
Obrigada, minha querida.
Bem Haja e os meus parabéns.
Uma beijoca da leitora lusa que a acompanha.
dezembro 15, 09 às 1:29 pm
Prezada Selma;
Andava então o talento adormecido,
esse que ora vemos tão desperto?
Foste ter à Terra que com tantos espíritos por perto,
faz do teu verso mais recôndito, aparecido.
Imagino-te na praia a declamar
em altos brados a tua bela poesia.
Pousam quietos os pássaros, cala-se o mar
para te ouvirem com enlevo e alegria.
Calam-se os humanos a esperar
que saia um guia mais que emocionado
dessa tua mente abençoada e atenta.
Molham-se nossos olhos a chorar
um pranto que nos tem irrigado
da felicidade com que tu nos alimenta!
Bjão, Abç.
Adh
dezembro 15, 09 às 1:34 pm
Adhemar, você me emociona miles away!!!
Beijocas e beijocas.
dezembro 15, 09 às 2:37 pm
Selma, sinceramente? O poema do Adh é luxo só. Merece-o pela inspiração de “Lisboa”.
Bjs ainda outra vez.
dezembro 20, 09 às 7:22 pm
Querida amiga Selma:
Fico comovida com a sua ternura. Que lindo presente de Natal eu tive a sorte de receber! Dar-lhe-ei as devidas honras, aquelas que a sua bela poesia merece.
Um grande abraço da sua amiga lusa Ana Paula
…e muitos beijinhos com imenso frio
Se está por Portugal, como julgo, seja muito, muito bem-vinda!
dezembro 21, 09 às 8:06 pm
Muito obrigada pelo carinho, querida Selma.
Um feliz natal!
janeiro 10, 10 às 11:03 am
Selma, é de uma beleza e de uma riqueza indescritíveis! Você surtou!
Beijos saudosos do irmão
Sergio