Que língua falamos, SFF…
dezembro 14, 09

António Vasco, meninote enfezado, olhos grilidos, não via graça em berlindes. Tampouco em sebentas. Por isso chumbara e estava a macular o já combalido palmarés. Sua imensa paixão eram as BDs… Bastava olhar para o escaparate em frente a si.
Então foi que abandonou o maple, cerrou o estore, entrou na velha ganga, montou na bike, não sem antes conferir o atacador, e rumou ao ardina da baixa. Um tanto de muinha ainda havia, resquício daquele momento em que o peão surgira inadvertidamente da berma. Fosse um automóvel, coima da bófia . Ou algo pior.
No caminho, aparcou no troço, comprou prego com martelo e dióspiro do rabidante, guardou a demasia e seguiu.
Já a chegar, uma apitadela do pai, cauteleiro tido como o maior coscuvilheiro da rua, sujeito pussidônio, apreciador de uma espirituosa, estado indefinido. Ultimamente bem andara às voltas com uma jovem hospedeira que o deixara por conta daquela pêra e capachinho risíveis que usava. Além do que era gajo forreta, dado a piropos pelas ruas.
António Vasco se assustou. Estaria a levar um castigo? Talá? Tossim. O pai apenas o chamava para um bitoque com joaquinzinhos. Antes que arrefecessem…





