À luz da primeira manhã
dezembro 28, 09
Pela lente de Bresson, assim estaremos ao amanhecer do dia 1.
NÓS AQUI…
VOCÊS AÍ…
FELICÍSSIMO 2010, QUERIDOS DO BLOG!
dezembro 28, 09
Pela lente de Bresson, assim estaremos ao amanhecer do dia 1.
NÓS AQUI…
VOCÊS AÍ…
FELICÍSSIMO 2010, QUERIDOS DO BLOG!
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dezembro 26, 09
O homem tem quatro fases na vida:
1- Ele acredita em Papai Noel.
2- Ele não acredita em Papai Noel.
3- Ele é Papai Noel.
4- Ele se parece com Papai Noel.
Pelo visto, o Zélaia ainda está na primeira.
Vale um pastel de Belém para quem adivinhar o que ele andou a pedir ao Pai Natal nesse cantinho da embaixada brasileira, às nossas custas…
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dezembro 25, 09
Ele está só atrasado…
(foto de Chris Steele- Perkins)
Don’t worry, be happy!
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dezembro 17, 09
Queridos, nos versos de Sophia de Mello Breyner Andresen, fantástica poetisa portuguesa, está expresso meu maior desejo. Para todos nós. Em 2010 e sempre.
A PAZ SEM VENCEDOR E SEM VENCIDOS
Dai-nos Senhor a paz que vos pedimos
A paz sem vencedor e sem vencidos
Que o tempo que nos deste seja um novo
Recomeço de esperança e de justiça.
Dai-nos Senhor a paz que vos pedimos
A paz sem vencedor e sem vencidos
Erguei o nosso ser à transparência
Para podermos ler melhor a vida
Para entendermos vosso mandamento
Para que venha a nós o vosso reino
Dai-nos Senhor a paz que vos pedimos
A paz sem vencedor e sem vencidos
Fazei Senhor que a paz seja de todos
Dai-nos a paz que nasce da verdade
Dai-nos a paz que nasce da justiça
Dai-nos a paz chamada liberdade
Dai-nos Senhor a paz que vos pedimos
A paz sem vencedor e sem vencidos
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dezembro 14, 09
Óbidos em dia de festa. Ruelas iluminadas, ginja para dar e vender, aqueles doces… Mais Portugal, impossível.
E essa garotada só trocando figurinhas. Fofos!
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dezembro 14, 09

António Vasco, meninote enfezado, olhos grilidos, não via graça em berlindes. Tampouco em sebentas. Por isso chumbara e estava a macular o já combalido palmarés. Sua imensa paixão eram as BDs… Bastava olhar para o escaparate em frente a si.
Então foi que abandonou o maple, cerrou o estore, entrou na velha ganga, montou na bike, não sem antes conferir o atacador, e rumou ao ardina da baixa. Um tanto de muinha ainda havia, resquício daquele momento em que o peão surgira inadvertidamente da berma. Fosse um automóvel, coima da bófia . Ou algo pior.
No caminho, aparcou no troço, comprou prego com martelo e dióspiro do rabidante, guardou a demasia e seguiu.
Já a chegar, uma apitadela do pai, cauteleiro tido como o maior coscuvilheiro da rua, sujeito pussidônio, apreciador de uma espirituosa, estado indefinido. Ultimamente bem andara às voltas com uma jovem hospedeira que o deixara por conta daquela pêra e capachinho risíveis que usava. Além do que era gajo forreta, dado a piropos pelas ruas.
António Vasco se assustou. Estaria a levar um castigo? Talá? Tossim. O pai apenas o chamava para um bitoque com joaquinzinhos. Antes que arrefecessem…
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dezembro 14, 09
Fui ter com ele, tarde dessas. Conversa vai, conversa vem, disse-me para não desistir da poesia. Obedeci.
LISBOA
Que melancolia é essa
Na Lisboa em que me encontro
Como se naus inda partissem
Do velho cais, d’algum ponto.
E essa névoa que insiste
Em adormecer a paisagem.
Onde os reis, descobridores
Fidalgos, navegadores
Poetas e trovadores?
Eis que subo a colina
- a mais alta dentre elas-
E num clarão, num lampejo
Vislumbro todos, afinal:
São manto por sobre o Tejo
A guardar, como encantados,
A bela senhora dos mares.
Mulher que recende a alecrim
E sabe a cravo encarnado.
(Lisboa – outono/2009)
À Mateso, Cristina e Ana Paula, queridas escritoras lusas…
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