Pererecas, uni-vos!

Caminhões, tratores, escavadeiras, parai! Poder mais alto se alevanta. Ela, a Physalaemus soaresi, perereca jamais localizada em outro lugar do planeta, está no meio do vosso caminho.
Não é que uma criaturinha em extinção, dois centímetros de valentia, emPACou a maior obra pública em andamento -- o Arco Metropolitano -- ligando Itaboraí ao Porto de Itaguaí, 77 quilômetros de pista, 1 bilhão de orçamento? Técnicos estudam a possibilidade de adaptá-la a outro local, mas, por hora, a Norminha (assim apelidada pelos operários da obra) está em fase de “canto nupcial” e não quer ser incomodada.
Senti firmeza nessa perereca… Quem sabe, com a interrupção da obra, a imprensa -- opositora gratuita, agourenta e causadora de azia no Sapo -- não descobre “um algo”? Afinal, é sempre bom averiguar se 1 bi não está indo, literalmente, pro brejo…
Deem uma escutadinha no canto da fofa AQUI e vejam se não vale investir (tipo piscinão de Ramos) no apitaço de milhares delas dando um tempo em obras públicas onde houver falcas e licitações duvidosas.
Vão apitar muuuuuuito, queridos.


setembro 26, 09 às 9:51 pm
Eu fico me perguntando como se começa a construir uma obra desse porte sem uma previsão, um estudo de impacto ambiental. Agora a obra para à espera das pererecas no cio.
RR
setembro 26, 09 às 10:59 pm
Selma querida, ri muito com o “cio da perereca” do Ricardo. Foi promovida a mamífera rsrsrs… No mais, assino embaixo. Perfeito o que ele apontou.
Beijos.
setembro 27, 09 às 10:58 am
Antes da praia, uma passada pela tia querida.
Pererequinha tuuuuudo! Salve ela!
Beijossssss
setembro 27, 09 às 12:34 pm
Bem que essas pererecas podiam ir para algum ponto do rio São Francisco, hein?
Beijos.
setembro 28, 09 às 10:31 am
Realmente seria cômico se não fosse trágico; haja superfaturamento! quero parabenizá- pelo blog, muito criativo e bem humorado.
setembro 28, 09 às 2:17 pm
Grata pelo comentário, Fernando.
É isso: dia perdido é aquele em que não demos ao menos uma boa gargalhada. Nossa realidade anda fornecendo tanto material risível… E “chorável”, vamos combinar.
Abraço e volte sempre.
Selma Barcellos
setembro 28, 09 às 8:07 pm
Se essas pererecas tivessem cantado assim na obra da Cidade da Música…
Bjs.