Poema em silhueta

(Foto de Anna Frenette)
O tempo
Goteja do telhado
Escorre pelo vidro
Embaçado.
A moça
Alheia às primaveras
Recolhe as tranças
Soma as horas
Espera.
Lá fora
(quase em seu dorso)
Algum verde ainda
E a flor encarnada
(em vão esforço)
Tatuam-lhe cor
Na silhueta encantada.
Inverno de 2009


julho 15, 09 às 1:14 pm
É isso, poeta. Tem gente que se encanta com a vida e outras que se encantam para a vida.
Beijoca
julho 15, 09 às 4:57 pm
Tia querida,lindo poema. Quando eu olhei para a foto, tanta coisa me veio à mente… Fotografia tem esse barato, né?
Beijosssss de sua aluna-fã.
julho 16, 09 às 4:23 pm
Só agora pude parar para apreciar seu poema.Que sensibilidade. Adorei!
Meu carinho.
julho 16, 09 às 7:41 pm
Poema e ilustração em completa sintonia.
Bravo!
Abs.
julho 16, 09 às 9:19 pm
o tempo goteja mesmo. Pingado de memória ou em bolhas de porvir.
Lindo o seu poema.
Bj.