Cupido made in China

Estava eu a ouvir sininhos a propósito do romântico reencontro daquele casal -- ele inglês, ela espanhola -- depois que um cupido-operário, fazendo reforma, achou a carta de amor que o rapaz escrevera, há 10 anos, pedindo para reatar o noivado e que jamais fora entregue à moça pois que, colocada fechada sobre a bancada da lareira dela, escorregara por detrás… eis que me aparece um anticupido chinês para cortar o clima.
Praticamente um desatador de nós -- eu e você -- lá da cidade de Yinkou, Mr. Che presta serviços de… rompimento de namoros. Ele é o porta-voz dos que não têm coragem de dizer cara a cara “está tudo acabado” ou “vamos dar um tempo”.
Há um ano em cartaz, Mr. Che está satisfeito com os bons serviços prestados, argumentando que as pessoas sob pressão tendem a ficar irracionais e muito emotivas. Aí é que ele entra em ação, segundo declarou ao “Liaosheng Evening Post”, passando as informações de forma clara e sincera, enquanto convence “a parte que leva o fora a seguir em frente”. Só não aceita pessoas casadas nem em disputas financeiras. Tampouco as que pedem para ele mentir.
O Mr. cobra 124,70 yuans por rompimento (R$ 30) e se vocês estão curiosos sobre o porquê da quantia e do quebradinho, é que esses números, pronunciados em chinês, soam parecido com “deixe o amor morrer”. Que tal?
Se na hora de dar o recado, Che souber endurecer sem perder a ternura, como o xará, sua empresa pode até emplacar, não?


julho 29, 09 às 9:31 pm
Mas como estamos, né? Nem olhar no olho e terminar uma relação estamos conseguindo, tia!!! Assim tá difícil!
Beijosssss
julho 29, 09 às 11:25 pm
Muito bom! Chinês tem olho apertado, mas vê longe. Do jeito que as relações humanas vão, periga dele prosperar mesmo…
Abs.
julho 30, 09 às 12:30 am
Quanto mais a gente quer entender as pessoas e ser entendido, mais assombração, desta vez chinesa, intercepta nosso caminho.Sinistro, tia Selma… Abs.
julho 30, 09 às 6:06 pm
Minha cara amiga, que bolo engraçado, que bom se as mulheres nos dominassem desta forma, alguns coleginhas da espécie seriam menos prépotentes. Muito bom!
Forte abraço
Caurosa