Poema em silhueta
julho 15, 09

(Foto de Anna Frenette)
O tempo
Goteja do telhado
Escorre pelo vidro
Embaçado.
A moça
Alheia às primaveras
Recolhe as tranças
Soma as horas
Espera.
Lá fora
(quase em seu dorso)
Algum verde ainda
E a flor encarnada
(em vão esforço)
Tatuam-lhe cor
Na silhueta encantada.
Inverno de 2009


