Pro alto e pra frente, garotas!
julho 6, 09

O salto alto, indispensável à nossa elegância (e poder, segundo estudiosos da psique feminina), foi inspirado no andar das descoladésimas macacas babuínas que, durante o cio, andam na ponta dos pés para empinar o bumbum e atrair os machos. Você sabia? (voz grave de locutor, por favor)
Amo salto alto. Tem seu charme encarar a balada (e a concorrência) do alto de um 8 e meio, seja um Blahnik, um Louboutin ou uma versão nacional, a prix de banane, tão sexy quanto.
Admiro o estoicismo feminino quando o salto vira instrumento de tortura, fim de festa, quatro, cinco horas e flûtes depois. Ah, as mulheres deixando o salão… Entre o cômico e o trágico, caminhamos como a noblesse oblige, sem deixar a pashmina cair. Entramos no carro, desabamos.
Agora, participar de corrida de salto alto, como a que acontece tradicionalmente em Estocolmo, já é demais… Palmas, pois, para a sueca Elin Bjerre, vencedora dos 100 m de corrida rasa desse ano e dona do belo par de pernas aí da foto. Pudera.
As competidoras, além de prenderem os sapatos com fita adesiva para não perdê-los durante o trajeto, ao cruzarem a linha de chegada, em vez de antidoping, vão para a medição dos mínimos (!) 9 cm de salto exigidos.
O prêmio para tamanho sacrifício vem em forma de 10 mil euros. Que tal? Dá para tirar o pé do lodo… Se ele não entrar no gesso antes, claro.

