Como se diz fofos em tupi-guarani?
julho 30, 09

Um doce para quem adivinhar o que o(a) fotógrafo(a) disse aos indiozinhos para que eles lhe abrissem esses sorrisos liiiiindos, envoltos pelo verde que os acolhe e pelas contas de sua tradição… Fofos!
julho 31, 09

Deu no blog DizVentura e aqui reproduzo para gáudio da cultura nacional:
Convite para o lançamento do livro sobre o Hotel Glória. Prefácio: José Sarney. Texto de abertura: Luiz Inácio Lula da Silva (entre outros expoentes).
Imperdível esse encontro de talentos literários, não?
RSVP. Ou, como diria o Chefe escritor… FAFAVÔ DE AVISÁ SI TU VAI!
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julho 30, 09

Um doce para quem adivinhar o que o(a) fotógrafo(a) disse aos indiozinhos para que eles lhe abrissem esses sorrisos liiiiindos, envoltos pelo verde que os acolhe e pelas contas de sua tradição… Fofos!
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julho 29, 09

Estava eu a ouvir sininhos a propósito do romântico reencontro daquele casal – ele inglês, ela espanhola – depois que um cupido-operário, fazendo reforma, achou a carta de amor que o rapaz escrevera, há 10 anos, pedindo para reatar o noivado e que jamais fora entregue à moça pois que, colocada fechada sobre a bancada da lareira dela, escorregara por detrás… eis que me aparece um anticupido chinês para cortar o clima.
Praticamente um desatador de nós – eu e você – lá da cidade de Yinkou, Mr. Che presta serviços de… rompimento de namoros. Ele é o porta-voz dos que não têm coragem de dizer cara a cara “está tudo acabado” ou “vamos dar um tempo”.
Há um ano em cartaz, Mr. Che está satisfeito com os bons serviços prestados, argumentando que as pessoas sob pressão tendem a ficar irracionais e muito emotivas. Aí é que ele entra em ação, segundo declarou ao “Liaosheng Evening Post”, passando as informações de forma clara e sincera, enquanto convence “a parte que leva o fora a seguir em frente”. Só não aceita pessoas casadas nem em disputas financeiras. Tampouco as que pedem para ele mentir.
O Mr. cobra 124,70 yuans por rompimento (R$ 30) e se vocês estão curiosos sobre o porquê da quantia e do quebradinho, é que esses números, pronunciados em chinês, soam parecido com “deixe o amor morrer”. Que tal?
Se na hora de dar o recado, Che souber endurecer sem perder a ternura, como o xará, sua empresa pode até emplacar, não?
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julho 27, 09

Ao me deparar com a inusitada estante, brinquei de arrumá-la.
No topo, somente um livro. O que fez minha cabeça num daqueles clear days that you can see forever. O que me inquietou, sacudiu o ponteiro da bússola e do viver cartesiano. Sim, ele mesmo, o Quixote de jamais abrir mão do sonho e de enfrentar moinhos.
No lado esquerdo do peito, os que me viram crescer e de onde brotavam, nutridas por múltiplas nascentes, as melhores fontes de se beber - a do sítio de Lobato, das veredas do Rosa, da Pasárgada de Bandeira, do rio de Pessoa…
Ali pela altura da fome, os que me saciaram e até mesmo os que desceram mal - indigestos obrigatórios da escola, leites derramados, alquimias com pouca substância de chef mago e barrinhas de autoajuda que apenas enganaram o estômago. Banidos da dieta, valeu prová-los.
Nas pernas, os que foram pilares de minha formação cultural, ética e espiritual, os que me fizeram captar a vida em sua pluralidade e caminhar em frente. Aqueles que quase (senão perderia a graça) me deram a resposta para “viver, a que será que se destina?”.
Ah, nos pés cansados, edições “havaianas” – leves, refrescantes, alívio imediato e nem cheiro deixaram…
Por fim, ao alcance de meus abraços, os que me perpetuaram em sua escrava e pelos quais tenho zelo, até ciúme, e me pego a relê-los sem mais nem porquê. Passagens secretas, só eu tenho a senha.
E os queridos do blog? Como arrumariam essa estante? Fico curiosa por saber ao menos de um livro que lhes fez (ou faz) as delícias…
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julho 25, 09

A mais bela cena do vídeo da última campanha do mítico Chanel nº 5. A bem da verdade, um perfume com que minha alma não dialoga. Mas essa tomada da atriz Audrey Tautou, ao som de Billie Holliday cantando “I’m a fool to want you”, chegando a Istambul pelo charmosérrimo Expresso do Oriente… é deslumbrante.
Et pour cause, ouçam Billie:
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julho 24, 09

(foto de Catherine Whitford)
Em paz, mãos em forma de coração. Transpirando afeto. É assim que a gente se sente quando acaba de ler o segundo livro para crianças de Eduardo Pantaleão, primorosamente ilustrado por Fernando Motta.
Conheço Duca desde moleque. Surfando todas as ondas, mas a poesia lá, na ponta da língua. Volta e meia dizia para mim algum poema que acabara de escrever, estivéssemos numa festa ou na praia, barraca fincada no cantinho de Itaquá que vida afora frequentamos – ele, eu e meus meninos.
“O Mundo das Cores” nasceu de um pedido da filhota Diana, deitada a seu lado, para que ele lhe contasse uma história… rosa. E, como bem resume o prefácio, a narrativa resultou leve, sugestiva, transportando-nos “para um mundo onde as cores e os afetos constroem uma nova paisagem”.
E de que mais precisamos, nos dias que correm, senão vislumbrar novas planícies (e Planaltos!) onde aflorem valores e sentimentos nobres, além da espiritualidade essencial à nossa elevação?
Valeu, Duca! Minha criança agradece.
Carinho,
Tia Selma

(ducapanta@hotmail.com)
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julho 22, 09

Nova seita religiosa? Que nada. Apenas o inacreditável nome da aliança que elegeu o comunista de berçário, o estudante de carteirinha vitalícia, o calouro primal, 27 anos, três cursos universitários incompletos para poder perpetuar-se na “chupinzice”: o meu, o seu, o nosso garooooto… Chagas, o novo presidente da UNE, metamorfose ambulante de um futuro marimbondo de fogo.
O mal de Chagas? Ele se sente absolutamente confortável por não ter curso nem emprego. Segundo declarou, tem causa nobre, ideias coletivas e está orgulhoso por abrir mão de uma trajetória profissional. Esse indivíduo, se possível for, mamará a vida toda. Afinal, são R$1500 que lhe caem mensalmente na mochilinha, pagos por nós. Depois vem o troco para a merenda.
Eleito com facilidade, uma vez que mais da metade dos delegados pertencia ao seu partido, o PCdoB, e afinadíssimo, segundo suas primeiras (e rasas) observações políticas, com o governo que bancou quase R$ 950 mil para que tudo corresse bem no Congresso Estudantil, Chagas já está na mídia com os polegares pra cima, no melhor estilo “brasileiros e brasileiras!”.
As metas do “sindicato” assistencialista e corporativista que acaba de assumir? Senão vejamos: bolsa-estudante público e privado, equivalente a 60% do salário mínimo, R$ 279,00; passe livre subsidiado pela União; construção de uma nova sede para a UNE, com previsão orçamentária de R$ 36 milhões; exclusividade da meia-entrada para estudantes, entre outras benesses que haveremos de custear.
É triste… Foi-se o tempo em que a União Nacional dos Estudantes levantava bandeiras transformadoras, caras pintadas com as cores de um ideal. Hoje são caras de pau a chafurdar precocemente na lama da vergonhosa política nacional. Sarneys, Severinos e Renans de cueiros. Calhordas promissores.
Com Lula e Dilma presentes ao Congresso no dia da eleição, lacrimejantes e emocionados, ainda me vem o ministro da Educação, Fernando Haddad, língua de aluguel, com a falácia de que a UNE não está alinhada com o Planalto, o governo é que está atrelado à UNE, buscando cumprir a pauta de suas históricas reivindicações. Demais, gente.
Vou voltar pra minha música. Melhor que faço.
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julho 21, 09
Sempre que as manchetes dos jornais e seus monstros me assustam, tiro da cartola o DVD “The Berlin Concert” , presente de um filho, tempos atrás.
Com a soprano russa Anna Netrebko e os tenores Plácido Domingo e Rolando Villazón fazendo minhas delícias, no “Waldbühne” (literalmente: palco na floresta), pairo no limbo da delicadeza e da suposta salvação.
Confiram.
“Dein ist mein ganzes Herz” (Franz Lehár)
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julho 21, 09
A LÍNGUA MÃE
Não sinto o mesmo gosto nas palavras:
oiseau e pássaro.
Embora elas tenham o mesmo sentido.
Será pelo gosto que vem de mãe? de língua mãe?
Seria porque eu não tenha amor pela língua
de Flaubert?
Mas eu tenho.
(Faço este registro
porque tenho a estupefação
de não sentir com a mesma riqueza as
palavras oiseau e pássaro)
Penso que seja porque a palavra pássaro em
mim repercute a infância
E oiseau não repercute.
Penso que a palavra pássaro carrega até hoje
Nela o menino que ia de tarde pra
debaixo das árvores a ouvir os pássaros.
Nas folhas daquelas árvores não tinha oiseaux
Só tinha pássaros.
É o que me ocorre sobre língua mãe.
(Manoel de Barros, meu poeta querido, dono de uma poesia “única, inaugural, apogeu do chão”, como quis Millôr. O filme “Só dez por cento é mentira” , de Pedro Cezar, sobre a obra do poeta, acaba de ganhar o troféu de melhor documentário no Festival de Cinema de Paulínia.)
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