Merci infiniment
Eu voltei, agora pra ficar… Roberto sempre ajuda a engatar uma primeira, não?
Acalmem-se, queridos do blog. Meu sumiço nada tem a ver com o desaparecimento dos 343 bilionários do planeta, nem com ressaca (a essa altura, amnésia) carnavalesca como pode sugerir o último texto postado ainda em plena folia. Deveu-se aos preparativos do casamento de um dos meus filhos.
Embora cerimônia e recepção estivessem entregues a um time de primeira linha, profissionalíssimo, tive cá minhas ocupações e preocupações. Sem falar dos momentos de lágrimas furtivas (bonito isso…), quando sentia a data se aproximando e aquele nó na garganta apertando por mais um filho que voa para longe, pois que vai morar em Portugal.
A festa transcorreu como sonhada, plena de good vibes, um emocionado brinde de familiares e amigos a um casal adorável. Nem aí se era sexta-feira,13, chuvarada desabando no exato momento em que todos saíam de casa, Niterói submersa, trânsito enlouquecido, eu, o pai e o noivo embecados, engarrafados como os 12 anos da festa, padrinhos ligando para avisar que se atrasariam e o noivo batucando no carro, feliz da vida, acalmando a todos. Parou até para comprar…TicTac.
De forma que enquanto os aguardo da breve lua-de-mel antes da grande mudança, retomo o blog, checo agradecida as dezenas de mensagens deixadas e, se me permitem os autores de duas delas, reproduzo-as, peças literárias que são.
A de um amigo querido pedindo notícias pelo meu silêncio:
Há um tempo (maior do que os amigos suportam) que não recebo notícias suas. Não sei se você voltou para os Estados Unidos, se ainda está por aqui. O silêncio dos amigos nos tiram a nossa própria identidade e eu tenho a curiosidade fraterna de saber de vocês. Li em Affonso Romano um texto em que ele falava de um dinamarquês afastado de sua terra por cinquenta anos e que cantava para si mesmo para sentir o som de sua língua, que não queria perder, e falava para senti-la como se ouvisse um outro com quem pudesse dialogar. Não sei, por exemplo, em que Dinamarca você está, mas sei que guardo esperanças de novo em ouvi-la. Recebam um grande abraço.
E a de uma amiga escritora com um belíssimo poema deixado aos noivos, de autoria de Sophia de Mello Breyner, poetisa portuguesa:
“Quem és tu
Quem és tu que assim vens pela noite adiante,
Pisando o luar branco dos caminhos,
Sob o rumor das folhas inspiradas?
A perfeição nasce do eco dos teus passos,
E a tua presença acorda a plenitude
A que as coisas tinham sido destinadas.
A história da noite é o gesto dos teus braços,
O ardor do vento a tua juventude,
E o teu andar é a beleza das estradas.”
No mais é isso.



março 16, 09 às 11:04 pm
Queridos Selma e Luiz, orgulhosamente, compartilho com vocês dessa alegria de casar um filho. Parabéns aos noivos! Concordo com você, amiga Selminha, quando fala com esse seu jeito de “diva das letras”, sobre aquela lágrima furtiva… lembro de algumas que me escaparam, recentemente, nos dias que antecederam ao casamento da minha Raquel. Felizmente,nessa ocasião de expressivo amor, sentimos que essas lágrimas nos trazem um sabor, especialmente doce… pela felicidade dos nossos filhos. Beijos encantados, para os “pais-do-noivo” e toda a família! Felicidades!
março 17, 09 às 9:59 pm
“All’s Well That Ends Well” , plagiando Shakespeare fico feliz que tudo tenha corrido conforme planeado. Parabéns a todos vós.
Bjs.
março 18, 09 às 6:58 pm
Foi por uma justíssima e bela causa, compreendo. Mas não deixe um vazio tão grande para seus leitores!
RR
março 18, 09 às 8:00 pm
Fofos esses noivinhos aí.
Beijo,
Tati.
março 18, 09 às 10:46 pm
Que bom que est’a de volta!! Estava sentindo falta das suas palavras…
Parabens pela linda festa!
Muitos bjos,
Tuca