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Fazendo a chamada
setembro 24, 08
Amandas, Carolinas, Clarisses, Fernandos, Marianas, Pedros, Rodrigos… onde estão vocês, alunos dos meus quase 27 anos de sala de aula?
De que cais se lançaram e a que porto as velas os levaram? Ou, se navegar ainda é preciso, estaria o vento a favor? Ah, é tempo de calmaria? Desesperar jamais. De repente, bafeja uma brisa boa na vida…
Se valeu a torcida, vocês se tornaram gente habitada, como dizem os franceses. Gente interessante, daquela que se permite assombrar por dúvidas, defeitos, inseguranças, manias, porque são parte da nossa precária condição humana. E também porque nada é mais entediante do que os pretensamente perfeitos, completamente realizados, absolutamente felizes.
Se contou o desejo da professora, são pessoas capazes de surpreender nos mínimos e máximos detalhes, vistas de perto e de longe. Gente com brilho nos olhos, gente que sabe rir de si mesma, que poupa e recicla , faz ioga ou malha pesado, ama hip hop, jazz ou um bom samba. Gente que faz poesia e sabe cultivar os do lado esquerdo do peito. Gente que já levou baita fora, tomou tombo, mas levantou e volveu a bailar.
Formaram-se profissionais competentes, conscientes e jamais condescendentes com o que não faz parte de seus mais caros e sólidos valores.
São pais carinhosos e atentos, daqueles que não deixam os filhos perderem o foco no sonho e na fantasia , embora a vida real faça questão de provar, a cada dia, que monstros existem.
Tornaram-se cidadãos que não se omitem e vão à luta pelos seus, pelos nossos inalienáveis direitos.
Enfim, estou fazendo a chamada, turma! Gostaria de ouvir “Presente!” e não quero marcar falta.
Comuniquem-se, retornem de alguma forma. Coloquem o material na carteira de novo. Certamente, a essa altura do nosso campeonato jogado, bem mais rica será a troca.
Daqui do Blog, desejo ouvi-los em suas expectativas , saber de seus sucessos ( e também decepções!) e, mais uma vez, como naquele ano em que tive o privilégio de ser sua professora, aprender com vocês.
Dêem-me o ar de suas graças. E que graças!
Tia Selma

